Reunião entre governo e sindicatos de PMs termina sem avanço, afirma OAB

Posted on 07/02/2012

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Após reunião entre sindicatos de PMs e governo da Bahia, que durou cerca de seis horas, não houve avanços na negociação, de acordo com o presidente da OAB da Bahia, Saul Quadros.

"As negociações foram interrompidas, não chegamos a evoluir. A mesma proposta apresentada agora foi a do início da manhã. Lamentavelmente não chegamos a uma negociação", afirmou.

Segundo ele, foi combinado que as pessoas detidas por terem prisão decretada não irão para presídios de segurança máxima e ficarão na Bahia, em presídios militares, até nova decisão da Justiça.

A reunião foi realizada na Residência Episcopal do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil Dom Murilo Krieger, que também participou da tentativa de negociação. Dom Murilo Krieger tem atuado na intermediação entre o governo e as entidades sindicalistas dos policiais militares grevistas desde a segunda-feira.

Participaram da reunião o presidente da OAB da Bahia, Saul Quadros; o secretário da Casa Civil, Rui Costa; o secretário da Administração do Estado, Manoel Vitório; o comandante geral da PM, Cel. Valter Medeiros, Rui Moraes da Procuradoria Geral do Estado e os representantes das associações dos policiais: APPM, Associação da Força Invicta, Associações de Jequié e Itaberaba.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou durante entrevista nesta manhã ao Bom Dia Brasil que as negociações para o fim da greve dos policiais militares no estado estavam avançando e que estava disposto a conceder o pagamento da Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4, a principal exigência do movimento, mas diz não ter recursos para que o pagamento seja feito imediatamente.  "Estamos no caminho de encontrar uma saída negociada”, acrescentou.

A proposta é de que o valor da gratificação seja pago de forma diluída ao longo dos três próximos anos. Atualmente, os policiais recebem a gratificação de nível 3 e o salário do soldado varia entre R$ 1.900 e R$ 2.300.

“Nós, ao longo de cinco anos, concedemos 30% de aumento real. E eu tenho limite na folha. As negociações são em torno desse valor, da chamada GAP 4 e eventualmente até da GAP 5, mas evidentemente isso terá que ser partilhado ao longo de 2013, 2014 e até 2015. Se for para pagar alguma coisa imediatamente agora, não há menor espaço, porque eu não tenho espaço fiscal para fazê-lo", afirmou o governador.

"Eu posso lhe garantir que uma negociação que começou às quatro e meia da tarde e se estendeu até as duas e meia da manhã, é um ótimo sinal. Quando as coisas não andam, as negociações se interrompem rapidamente", disse.

Anistia

Jaques Wagner descartou a anistia aos grevistas que realizaram a greve, mas minimizou os atritos com os “profissionais da segurança pública”, procurando convocá-los a "garantir segurança da população durante o Carnaval".

Extraído do Jornal do Brasil – ultima atualização em 07/02/2012

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