Sindicatos de Nova York se unem ao protesto de Wall Street

Posted on 05/10/2011

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Quinze sindicatos de trabalhadores de Nova York se uniram nesta quarta (5) ao movimento Occupy Wall Street (Ocupa Wall Street), manifestação que começou em 17 de setembro e que protesta contra o que considera as injustiças do sistema financeiro americano.

Agora, somam-se aos "indignados" de Wall Street, que ocupam o sul de Manhattan, sindicatos como o Transport Workers Union (TWU), que agrupa trabalhadores de empresas de ônibus, metrô e de companhias aéreas de todo país, e a United Federation of Teacher, que representa os professores de escolas públicas de Nova York.
"Aplaudimos a coragem dos jovens de Wall Street, que estão se manifestando de maneira dramática pelo que foi nossa posição durante bastante tempo. O sacrifício defendido pelo governo parece uma rua de mão única", disse o TWU em seu site.
O sindicato, que tem 38 mil membros ativos e 26 mil aposentados, se juntará aos outros 14 sindicatos e mais de vinte associações comunitárias no final da tarde desta quarta-feira para marchar da praça Foley, no distrito financeiro de Nova York, até a praça Liberty, ocupada pelos indignados de Wall Street.

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Um grupo de pessoas detidas no final de semana passado no local processou as autoridades de Nova York pelo que consideraram uma "armadilha" da polícia para reprimir o direito constitucional da livre expressão.
O processo foi apresentado nesta terça-feira em nome dos cerca de 700 manifestantes presos no sábado passado (1º) na ponte do Brooklyn. Eles afirmam que a polícia deixou de forma deliberada o grupo chegar até a ponte e depois os impediram de abandonar o local e efetuaram a detenção ilegal de centenas de pessoas.
Os denunciantes citaram no processo o prefeito de Nova York e o chefe de polícia da cidade. Eles pedem uma compensação financeira e que suas ficham criminais sejam limpas.
Além disso, em represália às prisões efetuadas no dia 1º de outubro, um grupo de hackers, chamado Anonymus, ameaçou nesta quarta-feira lançar um ataque contra a Bolsa de Nova York.
Os protestos, que começaram em Nova York, já se estenderam para outras grandes cidades dos EUA como Los Angeles, Boston, Filadélfia, Seattle e Chicago.
Fonte: EFE NY, publicado na Folha

Extraído do sítio Vermelho – ultima atualização em 05/10/2011

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