Protestos tomam a Grécia e governo diz que situação econômica é ‘desesperadora’

Posted on 05/10/2011

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Efe

Convocada pelos principais sindicatos gregos, a greve geral realizada nesta quarta-feira (05/10) teve forte adesão e contibuiu para a paralisação das principais cidades do país. Grevistas e manifestantes — em sua maioria jovens estudantes — foram reprimidos com violência pela polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes. No mesmo dia, o ministro da Economia, Michalis Chryssohoidis, afirmou que a situação "é bastante desesperadora", em entrevista que será publicada na revista alemã Die Zeit.
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Os cortes de salários, demissões e aumento de impostos são as medidas mais impopulares e que impulsionam as manifestações. Cerca de 20 mil pessoas tomaram o centro de Atenas nas manifestações contra a política do governo. A paralisação atingiu diversos setores da economia. Aeroportos, hospitais e escolas não funcionaram. Cerca de 20% do comércio não abriu suas portas. Funcionários públicos também cruzaram os braços, deixando até mesmo a TV e a rádio estatais sem notícias.
Efe

A Grécia enfrenta uma forte crise financeira e decidiu pedir ajuda para a União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para pagar suas contas. Apesar de uma série de medidas para conter o déficit, a dívida do país continua aumentando e o desemprego está acima de 15%.
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"Nossa situação é bastante desesperadora, porque reduzimos de forma sempre mais drástica a renda das pessoas. Os gregos vivem a situação atual de forma muito dolorosa", declarou Chryssohoidis. "Quando veremos a luz no fim do túnel? Não podemos responder", completou o ministro.
Efe

"O governo (grego) está totalmente isolado com esta política de reformas. A oposição afirma que poderia renegociar nossas condições de crédito. E a esquerda radical quer abandonar a UE. Estamos sozinhos", afirmou. "Nosso principal problema é o da insegurança, alimentada pelas especulações incessantes no mundo inteiro sobre uma falência iminente do país".
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"Uma falência em um país da zona euro seria uma catástrofe porque teria um efeito dominó. Mas se for apenas por esta razão, não podemos decidir sozinhos sobre uma suspensão de pagamentos", completou.
Efe

Extraído do sítio Opera Mundi – ultima atualização em 05/10/2011

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