A Comuna de Paris

Posted on 13/06/2011

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Neste ano comemoramos os 140 anos da Comuna de Paris, talvez o primeiro movimento revolucionário dos trabalhadores no mundo ocidental.

Para comemorar, dois filmes extraídos do sítio Amigos da Comuna:

 

 

CRONOLOGIA DA COMUNA DE PARIS

1870

19 de julho – O governo do Segundo Império declara guerra à Prússia

2 de setembro – Derrota do exército francês na batalha de Sedan; abdicação de Napoleão III
4 de setembro – Proclamação da República; inicío da "Terceira República" e constituição do Governo Provisório
15 a 18 de setembro – Tropas prussianas atacam Paris
22 de setembro – Delegados de 20 distritos de Paris reivindicam a Comuna

31 de outubro – Tentativa insurreicional: trabalhadores e a Guarda Nacional ocupam o Palácio Municipal de Paris (Hôtel de Ville); repressão pelas tropas fiéis ao governo republicano


1871
5 e 6 de janeiro – Paris é bombardeada pelo exército prussiano
22 – 23 de janeiro – Tropas reais ao governo reprimem trabalhadores e a Guarda Nacional defronte ao Palácio Municipal de Paris; Proibição da circulação de jornais e suspensão das liberdades civis
28 de janeiro – Assinatura do armistício com o governo prussiano; capitulação de Paris
8 de fevereiro – Eleição da Assembléia Nacional; a maioria é constituída por legitimistas rurais e burguesia orleanista
17 de fevereiro – Thiers é indicado para a chefia do poder executivo
24 a 26 de fevereiro – Os insurretos de Paris iniciam negociações com o governo de Versailles e deslocam artilharia para o subúrbio de Paris
1 a 3 de março – Tropas prussianas ocupam o Champs-Élysées 10 de março – Assembléia Nacional transfere-se para Versailles; suspensão do soldo da Guarda Nacional; anulação do congelamento do pagamento das dívidas e aluguéis atrasados
10 a 15 de março – Constituição do Comitê Central da Guarda Nacional
18 de março – O governo de Thiers tenta capturar os canhões em poder dos comunardos mas são contidos pelo povo parisiense e pela Guarda Nacional; à noite o poder municipal é tomado pelos insurretos: início da COMUNA DE PARIS
19 de março – Comitê central da Guarda Nacional decide por eleições para constituir o Conselho da Comuna
26 de março – Eleição da Comuna de Paris
29 de março – Suspensão do decreto sobre o pagamento de dívidas; manutenção do soldo da Guarda Nacional; devolução dos objetos penhorados
2 de abril – separação da Igreja do Estado
3 e 4 de abril – os comunardos fracassam no ataque à Versailles
19 de abril – divulgação do Programa da Comuna
28 de abril – intituição do ensino público gratuito e laico; proibição do trabalho noturno para os padeiros
1 de maio – instalação do Comitê de Salvação Pública
21 de maio – tropas de Thiers avançam sobre Paris e são rechaçadas parcialmente pelos insurretos; início da chamada Semana Sangrenta
22 de maio – o Conselho da Comuna conclama os parisienses a resistir por meio das barricadas
25 de maio – a resistência dos comunardos é vencida em quase toda Paris; última reunião dos remanescentes do Conselho da Comuna
28 de maio – cai a última barricada em Faubourg du Temple; início do massacre contra os comunardos ainda resistentes . Último dia da COMUNA DE PARIS.

A COMUNA DE PARIS: K. MARX, V. LENIN, B. BRECHT

* K. MARX:
"A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária. Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los."
“O verdadeiro segredo da Comuna residiu em ser essencialmente um Governo de classe operaria, o
produto da luta de classes dos produtores contra a classe dos expropriadores, a forma política por fim
descoberta, pela qual se podia realizar a emancipação econômica do trabalho”.
* V. LENIN:
"A memória dos combatentes da COMUNA é exaltada não só pelos operários franceses como também pelo proletariado de todo o mundo, pois ela não lutou apenas por um objetivo local ou nacional estreito, mas pela emancipação de toda a humanidade trabalhadora, de todos os humilhados e ofendidos. Como combatente de vanguarda da revolução social, a COMUNA obteve a simpatia onde quer que sofra e lute o proletariado. O quadro de sua vida e de sua morte, o exemplo de um governo operário que conquistou e reteve em suas mãos durante mais de dois meses a capital do mundo e o espetáculo da heróica luta do proletariado e seus sofrimentos depois da derrota têm levantado a moral de milhões de operários, têm alentado suas esperanças e têm ganho suas simpatias para o socialismo. O troar dos canhões de Paris despertou de seu profundo sono às camadas mais atrasadas do proletariado e deu em todas as partes um impulso à propaganda socialista revolucionária. Por isso não morreu a causa da Comuna, por isso segue vivendo até hoje em dia em cada um de nós.
A causa da COMUNA é a causa da revolução social, é a causa da completa emancipação política e econômica dos trabalhadores, é a causa do proletariado mundial. E neste sentido é imortal".
* B. BRECHT: trecho de "OS DIAS DA COMUNA".
* A PERSPECTIVA DAS CLASSES DOMINANTES AO EXIGIR E JUSTIFICAR O MASSACRE DA COMUNA:
New York Herald, maio 1871:
“Que (Versalhes) transforme Paris num monte de ruínas, que as ruas se transformem em rios de sangue, que toda sua população pereça, que o governo mantenha sua autoridade e demonstre seu poder, que Versalhes esmague totalmente – seja qual for o custo – qualquer sinal de oposição a fim de dar a Paris e a toda França uma lição que possa ser lembrada e aproveitada pelos séculos que virão”.

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