Educação: mais da mesma coisa

Posted on 07/01/2011

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Governo do Estado anuncia “choque de ordem” para a Educação

Publicado em 7/1/2011, às 18h44

Divulgação

Secretário anuncia mudanças no sistema de Educação, dentre elas a bonificação para professores que atingirem metas da secretaria

Novo: Secretário anuncia mudanças no sistema de Educação, dentre elas a bonificação para professores que atingirem metas da secretaria

Rio de Janeiro

O novo secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, anunciou hoje uma espécie de reforma no setor para os próximos quatro anos, o Programa de Educação para o Estado do Rio de Janeiro. Pelo plano, serão estabelecidas metas a serem alcançadas por escolas, profissionais e alunos – professores vão receber bonificações por desempenho, estudantes serão avaliados através de simulados a cada dois meses e cargos de gestores e diretores de escolas só serão ocupados por servidores da área aprovados em processos seletivos.
As medidas, anunciadas como um "choque de gestão" na rede escolar estadual, têm o objetivo de colocar, até 2014, o ensino estadual entre os cinco primeiros colocados no Ideb (Índice de Desevolvimento de Educação Básica), aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) a cada dois anos para avaliar o aprendizado no ensino básico em todo o país. Na última avaliação, o Rio de Janeiro ficou na penúltima posição entre todos os estados do país, à frente apenas do Piauí, com nota 2,8, em escala que vai de zero a 10.
Para alcançar a meta, o governo estadual planeja investir por ano cerca de R$ 240 milhões, entre benefícios, melhorias de infraestrutura e bonificações.
O secretário de Educação fez uma detalhada apresentação do plano, que contém cinco dimensões: professores, alunos, meritocracia, financiamento de ações e comunicação. Para cumprir essas dimensões, a Secretaria de Educação abrirá seis frentes de trabalho, que levarão em conta vários aspectos, como a reestruturação organizacional, a remuneração variável dos profissionais, atualização e valorização de professores, estabelecimento de um currículo mínimo, com inicialmente, seis disciplinas, e processo seletivo para funções estratégicas, entre outras medidas.

Até subsecretários passarão por avaliações

Uma das principais iniciativas, a bonificação ao professor, prevê para aquele que atingir 100% das metas de qualidade de ensino estabelecidas pela Secretaria um bônus em dinheiro que pode chegar a até três salários a mais no fim do ano. O prêmio vai variar de R$ 1,9 mil a R$ 4,7 mil, considerando os nove níveis de professores do Estado e levando em conta valores do reajuste salarial que entra em vigor em julho.
O plano prevê um processo seletivo para preenchimento de funções pedagógicas estratégicas, e serão criadas as carreiras técnica para professores afastados da sala de aula e de gestor, cuja função é fazer o acompanhamento de metas em toda a rede. Há previsão ainda de criação de uma escola corporativa, no segundo semestre, para aprimoramento de professores, além do estabelecimento de consórcio com universidades para a formação continuada do docente. A meta é certificar cerca de 10 mil professores por semestre.
A valorização do mérito também será aplicada em relação a gestores e diretores de escolas em contraponto ao sistema de indicações que vigorava até agora. Segundo Risolia, até os subsecretários passarão por processo seletivo para ocupar o cargo. Há a previsão da seleção pela nova metodologia de 30 diretores regionais de educação nas próximas semanas, para substituir os atuais coordenadores que, em sua maioria, foram indicações políticas.
Ele ressaltou, entretanto, que a situação do setor não será totalmente resolvida nesses quatro anos.
– Na verdade, o planejamento foi pensado para 12 anos. O que fizemos agora é fatiar algumas etapas. Temos metas para daqui a quatro anos que é a de melhorar a nossa avaliação no Ideb. E o que temos de fazer por ano até lá nós já temos. Este é um plano com datas corresponsáveis, com movimentos casados com tempo. A gente vai dando saltos de qualidade. Cada coisa em seu tempo. Não existem grandes conquistas sem grandes batalhas – argumentou.
A rede de ensino estadual é composta por 1.466 escolas, que atendem cerca de 1,25 milhão de alunos e possui 78.252 professores ativos – destes, aproximadamente 51 mil estão lotados nas unidades escolares.

Principais novidades do Programa de Educação

– Disciplinas básicas
A princípio, seis disciplinas estão inseridas no currículo mínimo: Português, Matemática, História, Geografia, Sociologia e Filosofia.

– Metas
Escolas e professores terão metas educacionais. À medida que forem cumpridas, serão pagas bonificações. O prêmio vai variar de R$ 1.913,52 a R$ 4.737,81.

– Processo seletivo
Nenhum cargo, além do secretário, será conquistado via indicação. Diretores e até mesmo subsecretários serão escolhidos através de um processo seletivo com prova, análise de currículo, entrevista e curso.

– Avaliações
Os alunos passarão por simulados a cada dois meses e terão reforço no turno em que não estiverem em sala de aula.

– Professores
Além das bonificações, os docentes que estiverem em sala de aula ganharão, já a partir deste semestre, um auxílio qualificação de R$ 500 para a utilização em bens culturais e pedagógicos.

– Escola SEEDUC
Será criada uma escola onde os professores poderão se aprimorar, com cursos específicos. Também haverá um consórcio com universidades para a formação continuada do docente. A meta é certificar cerca de 10 mil professores por semestre.

– IDERJ
A cada dois anos será aplicada uma prova que irá aferir o Índice da Educação Básica do Rio de Janeiro (Iderj). O Iderj foi criado nos moldes do Ideb, do Governo Federal. Os resultados alcançados pelos alunos no Iderj servirão para avaliar professores e instituições.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,34029,Governo%2Ddo%2DEstado%2Danuncia%2D%93choque%2Dde%2Dordem%94%2Dpara%2Da%2DEduca%E7%E3o.html#ixzz1ANvhSi5Z

Do Diário do Vale:

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