E Valença não muda…

Posted on 24/11/2010

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Coitada de uma cidade que já foi uma das maiores economias do Brasil. Durante o ciclo do café (entre, mais ou menos, 1850 e 1930), Valença era uma das cidades mais ativas do país, rivalizando com a corte (depois capital), Rio de Janeiro. Com economia forte, chegou a ter o maior contingente de escravos do Vale do Paraíba (que me perdoem as pessoas negras, mas o número de escravos per capita é uma medida válida para a economia local).

Após o fim do ciclo do café, a cidade prosperou com manufaturas têxteis e gado de corte e leiteiro. Mas tudo que é bom dura pouco. A partir dos anos 70, começa a derrocada econômica, com a saída da Central do Brasil. As fábricas, que não acompanharam as inovações tecnológicas, sucumbem aos produtos vindos do exterior, notadamente da China, e não conseguem mais se reerguer. A prefeitura torna-se, então, a maior empregadora da cidade – fato que persiste até hoje.

Para piorar, o culto ao mandonismo persistente no imaginário valenciano, levou a uma sequencia de prefeitos no mínimo desastrosos, contribuindo ainda mais para o desastre econômico e a degradação da qualidade de vida do cidadão valenciano. Assim, uma cidade outrora aprazível, perde-se em uma completa falta de respeito pelos cidadãos. É uma pena… mas tudo pode piorar.

Acabo de ler no blog do VQ, que um grupo de vereadores querem mudar a lei orgânica da cidade visando a impedir eleições diretas para prefeito no caso de vacância do poder.  Trata-se de uma mudança casuística que atende aos interesses de um pequeno grupo que ainda acha que vivemos no século XIX.

É por essa e por outras, que eu fico cada vez mais pessimista com o futuro da cidade!

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