Notas sobre a injustiça palestina

Posted on 17/03/2010

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Do blog Estado Anarquista:

Avigdor Lieberman, o carniceiro racista que representa o Estado de Israel para o mundo, já que ocupa o cargo de ministro das relações exteriores, resolveu boicotar o presidente Lula em duas ocasiões como forma de retaliação por este ter se recusado a visitar o túmulo do pai da insanidade israelense, Theodor Herzl. Decerto pensou que nos ofendia. Ledo e ivo engano: orgulhou-nos! Senão vejamos.

Em recente artigo traduzido e publicado pela Caia Fittipaldi e publicado pelo Azenha, no seu Viomundo, Robert Fisk disse que “o Oriente Médio é questão de injustiça. ” Esta frase resume e explica, de maneira maravilhosa, o que se passa lá. O Estado de Israel é o grande nó górdio, mas por que? Os judeus foram vítimas do holocausto! Isso, para os israelenses, explica tudo. Só não explica por que, se foram os ALEMÃES, e não os árabes ou palestinos, os que o perpetuaram, por que não se retirou um pedaço do território alemão, como seria justo, para criar para eles um Estado?

Os russos não fizeram questão de ficar com Kaliningrado (antiga Königsberg) para si? De cederem a Silésia e a Pomerânia Oriental para os poloneses? Os estadunidenses não obrigaram-nos a cederem os Sudetos novamente aos tchecos? Os franceses não ficaram com a claramente germanófila Alsácia para eles?

Então os aliados sabiam e entendiam muito bem o conceito de reparação territorial. Por que cargas d’água não pegaram então um pedaço da Renânia ou da Bavária e lá criaram o Estado hebreu?

Por que cederam uma terra que nem deles era? Porque estava na Bíblia? Mas não está na bíblia que se deve apedrejar os adúlteros? “Estar” na Bíblia não é uma justificativa séria.  Por que antes, muitos séculos antes os judeus lá viviam? Então por que não mandaram novamente os húngaros para as estepes ou os italianos e gregos para o Cáucaso? Há muitos anos eles também lá viviam. O que há no Oriente Médio é uma injustiça tão grande que nem todas as mentiras e atitudes hipócritas do mundo conseguem disfarçar.

Neste sentido, o fato de o carniceiro racista Avigdor Lieberman ter “boicotado” o nosso presidente, por este ter se recusado a visitar o túmulo do pai da perversidade sionista, Theodor Herzl, é para nós motivo de orgulho e júbilo.

Demonstra que ao menos alguns de nossos líderes consideram que o respeito aos injustiçados vale mais que a celebração do cinismo hipócrita que é tão caro a esta gente e seus defensores, com os quais nadam juntos em um mar de sordidez e desumanidade.

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Posted in: História, Política