Despreparo – Especialistas criticam ação de PMs contra professores em protesto do Nova Escola

Posted on 10/09/2009

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A atuação dos PMs durante uma manifestação de professores na terça-feira no Centro foi criticada por especialistas na área de segurança. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas durante o conflito, em que foram disparadas balas de borracha e detonadas bombas de gás e de efeito moral. A atitude de um policial, que apontou uma arma de fogo na direção de professores, foi considerada totalmente fora dos padrões.

Teria havido uma discussão entre o guarda e um professor, que recebeu voz de prisão de PMs. Os manifestantes teriam tentado soltá-lo. Foi quando um policial teria apontado a arma para eles e feito dois disparos para o chão. A partir daí, foram disparadas balas de borracha e lançadas bombas, que feriram os manifestantes e também um policial.

A partir daí, o despreparo dos policiais do 13 BPM (Praça Tiradentes) e do Batalhão de Choque ficou evidente. De acordo com o coronel reformado da PM José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, em casos de manifestação, a polícia deve estar sempre preparada para o pior. Ele afirma que, numa situação como essa, os policiais não devem estar com armas de fogo – não só para não ferir manifestantes, como para evitar que eles tomem as armas dos PMs.

O delegado da Polícia Federal Antonio Rayol viu as fotos em que o PM aponta a arma para manifestantes e destacou vários problemas. Segundo ele, aquela não era uma arma não letal. E, ainda que fosse, o PM não poderia apontá-la daquela forma.

– A arma não letal deve ser apontada para o peito ou o abdômen, nunca para a cabeça – lembrou o policial.

Policial que apontou arma para professores passará por avaliação psicológica

O policial militar que apontou uma arma aos professores que fizeram manifestação na terça-feira em frente à Assembléia Legislativa (Alerj) vai passar por avaliação psicológica. A Polícia Militar lançou três bombas de gás lacrimogêneo, e 11 pessoas ficaram feridas durante o protesto. Um deles é o professor de educação artística Luiz Ricardo Pereira, de 38 anos, que teve queimaduras de segundo grau na perna esquerda. Ele teve que fazer raspagem no local no Hospital Souza Aguiar sem tomar anestesia por ser alérgico. Os professores da rede estadual continuam em greve até quinta-feira, quando está marcada nova manifestação por mudanças na lei aprovada na terça-feira na Assembleia Legislativa (Alerj) que incorpora o benefício Nova Escola ao salário . O protesto vai ocorrer no Palácio Guanabara, a a concentração será às 10h no Largo do Machado.

A Polícia Militar informou nesta quarta-feira que os agentes foram obrigados a usar as armas de efeito moral por causa da reação dos manifestantes. E que vai investigar a circunstância em que o policial apontou a arma aos manifestantes.

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Posted in: Educação