Minha pior opção de vida: ser professor!

Posted on 19/08/2009

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Está no site do jornal O Dia de hoje: governo incorpora aos salários o Nova Escola em parcelas anuais que deverão durar a té 2015. Pensei comigo, estão de gozação! Mas não. Como sempre, em se tratando do governo (?????) estadual, fui ver a secção de notícias do site governamental. E lá está (http://www.governo.rj.gov.br/noticias.asp?N=53677)! O Nova Escola, a mais ridículas das gratificações para o magistério em todos os tempos, vai ser realmente incorporada em suaves prestações anuais, até 2015. Entretanto, temos o mais trágico: a proposta contempla a redução do interstício salarial (diferença entre os níveis) dos atuais 12% para 7,5%.

Depois dessa, descobri que a pior de todas as opções que fiz na vida foi, sem dúvida, ser professor da rede estadual. Nós não valemos nada! Não temos importância alguma para os comandantes da economia brasileira, não temos importãncia alguma para os políticos, não temos importância alguma para a secretaria de educação e muito menos para as escolas em que trabalhamos. Somos a desgraça a ser eliminada da vida dos alunos. Gostamos de pensar que eles, no fundo, no fundo, gostam da gente. Cascata, se pudessem nos veriam bem longe de suas vidinhas miseráveis. Mas a mais triste constatação é saber que não temos nenhuma importância para nós mesmos. A auto-estima entre nós, professores, anda tão baixa que ainda pensamos que fazemos alguma diferença. Vivemos essa mentira para aliviarmos nossa culpa em ter escolhido uma profissão tão fracassada.

É, estou com muita raiva sim! Mas não desses poços de imbecilidades chamados políticos e muito menos desses empresários que ainda não superaram o fim da escravidão. Estou com raiva é de mim mesmo e de meus companheiros de profissão, porque deixamos o deboche chegar onde chegou.

E o que vamos fazer? Greve? Duvido. Nas últimas que participei, o que mais ouvi dos colegas foi “não posso fazer greve, porque eu comprei um carro e não posso perder a hora-extra” ou, mais perniciosa ainda, “esse sindicato não faz nada mesmo”. Vamos admitir, nós somos uns m… mesmo!

Bom, eu já sei o que vou fazer:

1- Campanha para desestimular os jovens a seguir o magistério. Eu sou um bom adulto e detestaria ver nossos jovens sofrerem.

2- Mandar toda essa tropa, governantes, empresários ridículos, alunos, pais, e outros bichos à m…!

3- Se sair uma greve por tempo indeterminado, participarei, como aposentado, ressalvando minha saúde, mas se escutar qualquer da besteiras que escutei em outras greves, irei xingar até a 3ª geração desses otários.

PS.: Por favor não me falem ou escrevam sobre educação solidária. O mundo é competitivo e a educação tem de acompanhar, também sendo competitiva. Qualquer outra visão é, simplesmente, burrice.

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