Fim do plano de carreira? Dá uma carreira neles.

Posted on 05/08/2009

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O governo do estado anunciou, nesta segunda-feira, a incorporação do Nova Escola ao salário dos profesores e funcionários da rede estadual. Seria uma boa notícia se ele não tivesse algo de maligno: a modificação do plano de carreira do magistério. Alegando que o cumpimento do interstício de 12% entre os níveis, poderia levar o estado a quebrar, caso o Nova Escola seja incorporado, o secretário de planejamento divulgou que pretende mudar o valor da diferença entre os níveis, indo de 12% para 10% ou 8%, podendo até mesmo acabar com o interstício.

Mais uma vez os governantes brasileiros demonstram seu descompromisso com a educação e, por tabela, com toda a geração de jovens, adolescentes e crianças atuais e futuras. Mas o que se pode esperar de um país que se assume essencialmente agrícola? Afinal, para colher os frutos do campo, não é necessário, ainda, uma educação de boa qualidade. Que o conhecimento necessário ao aumento e qualificação da produção fique nas mãos de uns poucos, preferencialmente, donos de fazendas, filhos da elite econômica, classe “altas”, tão atrasadas como o pensamento de nossos governantes. Popularizar a ciência e a tecnologia de ponta? Nem pensar! Incluir a população em geral, e os filhos das classes menos favorecidas em especial, na sociedde de informação? Isso é coisa paar utópicos ultrapassados, verdadeiros fóseis da história!

O ataque ao plano de carreira mostra como devemos lutar para manter as conquistas. Esse foi um plano que levou mais de vinte anos para ser votado e, depois, mais ou menos dez anos para ser efetivado, assim mesmo após decisão favorável do STF. Uma luta de trinta anos deve ser deixada de lado em troca de uns miseráveis tostões? E que história é essa de o estado quebrar, se a própria seplan diz que hoje há sobra de dinheiro?

Por fim. Existe fato mais importante que nos impeça de ir para uma greve por tempo ineterminado? Espero que não.

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