Temina a greve em Valença
Terminou a greve nas escolas municipais de Valença, na Região Médio Paraíba. A categoria retornou hoje ao trabalho, com todas todas as suas reivindicações aceitas pelo prefeito Vicente de Paula de Souza Guedes (PSDC). A decisão de terminar a greve, que durou uma semana, foi tomada ontem, por unanimidade, em assembléia com mais de 500 pessoas. O prefeito enviou um documento à diretoria do Sepe Valença, com as seguintes informações e compromissos:
1) O pagamento do mês de dezembro de 2008 será efetuado em 3 de abril;
2) O pagamento de março está sendo efetuado hoje (dia 31);
3) O pagamento do vale-transporte será regularizado o mais breve possível – as providências para isso já estão sendo tomadas pelas secretarias de Administração e Educação;
4) O pagamento das gratificações dos diretores de escolas já foi regularizado.
Além dessa pauta, a categoria conseguiu acabar com a imposição da Secretaria Municipal de Educação de trabalho aos sábados (15 sábados no ensino regular e 25 na Educação de Jovens e Adultos).
Vale o registro que logo após a assembléia realizada ontem que decidiu pelo fim da greve, os profissionais de educação participaram de um ato público na Rua dos Mineiros, no Centro de Valença, em apoio ao Dia Nacional de Luta.
(fonte: SEPE – http://www.seperj.org.br/site/)
Tomara que agora os professores adquiram consciência de que a união é necessária nas conquista e, aqueles que não fazem greve, passem a faze-la.
Sete dias…
Faz hoje sete dias do meus post sobre o lixo (24/03). Note que nele eu reclamei da ausência de varredores de rua no meu bairro – Bairro de Fátima. Já paguei a cota única do IPTU desse ano enda. os montinhos de lixo continuam no meio fio. Será que vou ter que varrer a rua também e colocar o lixo junto ao meu e disponibilizá-lo para o caminhão? Se for, me avisem. Eu entrarei com uma ação na justiça pedindo a redução do IPTU equivalente ao meu trabalho e recolher o lixo do trecho da rua am frente a minha casa.
E tenho dito!
Greve em Valença!
No dia 24 de março, os professores e funcionários da rede municipal de educação decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Na pauta de reivindicações estão o pagamento de dezembro a março. Ambos não foram depositados pela prefeitura, deixando os trabalhadores à míngua em dois momentos onde os gastos são maiores por conta do natal (dezembro, janeiro e fevereiro) e pelo pagamento do IPTU (em março). O SEPE-Valença divulgou que o executivo espera a entrada da cota única do IPTU para quitar as dívidas com os servidores. entretanto, de acordo com o site do MEC, a cidade vem recebendo regularmente as cotas do FUNDEB, Salário Educação e outras. No caso do FUNDEB, 60% do valor total repassado podem ser usados no pagamento dos professores. Então pergunto, se vem recebendo as cotas, onde está indo parar o dinheiro. Segundo o sindicato, os valores percebidos até agora pela prefeitura daria para pagar os salários atrasados, conceder vale-transporte e, ainda assim, sobraria verba a serem aplicadas nas escolas. O que não dá é o profissional da educação receber ameaças de corte de ponto, lembranças, para os mais novos, de que estão em estágio probatório (em outras palavras, demissão). Afinal, sem grana no bolso e com dívidas a pagar, não podemos esperar que os professores trabalhem com a qualidade que desejamos a nossos filhos.
Todo apoio aos professores de Valença!
Lei do lixo
“Entrou em vigor no último dia 16 de março a Lei Municipal que penaliza os cidadãos que jogarem lixos nas ruas. Embasada no artigo 34 que diz- os proprietários ou inquilinos são obrigados a conservar em perfeito estado de asseio os seus QUINTAIS, PASSEIOS, PÁTIOS, TERRENOS – & único – não é permitido a existência de terrenos cobertos de MATO, pantanosos OU SERVINDO DE DEPÓSITO DE LIXO dentro dos limites da cidade, vila e povoado. A penalização será através de multa.
Um morador da Rua Ruy Barbosa no centro já foi multado e terá que pagar o valor de R$ 414,00”.
(texto extraído do site da Prefeitura Municipal de Valença – http://www.valenca.rj.gov.br/)
Nada contra a penalização de cidadãos que jogam lixo nas ruas e não preservam seus quintais e terrenos em condições ambientais e sanitárias adequadas. Só um porém: precisamos que os varredores de rua passem com mais frequência nas ruas. No trecho da Rodolfo Pena, onde moro, o varredor de rua passa em intervalos superiores a 15 dias. Assim não há como manter as ruas limpas, até porque é de responsabilidade da prefeitura fazer essa limpeza. Afinal pago o IPTU e em cota única.
Vou respeitar a lei, mas exijo que meus direitos sejam respeitados pela prefeitura!
Choque de ordem!
Venho lendo alguns comentários postados o Blog do VQ sobre o “choque de ordem” promovido pela prefeitura em Valença. Choque de ordem por si só não resolve problema algum. Claro que é necessário, pois não podemos aceitar que comerciantes e outros ocupem indevidamente os lugares públicos, seja durante a semana, seja no final de semana.
Entretanto, temos que analisar os efeitos dessa proposta sobre os centros turísticos de Valença, especialmente Conservatória. Bares com mesinhas na calçada não são necessariamente charmosos – na verdade muitas vezes atrapalham os passantes. Não podemos pensar que meu direito está acima de o de outra pessoa. Calçadas foram feitas para os pedestres e não para mesas de bar, carros, bicicletas e outras coisas mais. Ainda me lembro que um belo dia tomando cerveja quente com tira-gosto frio no Bar da Galinha, observei que estavam fechando a entrada do Bairro de Fátima com cavaletes e comentei com parentes que achava aquilo um absurdo. A resposta que eu obtive foi: “eu não me importo, afinal não moro aqui mesmo”. Depois dessa, dei um jeito e me mandei. A história mostra como certas pessoas não se preocupam com o bem comum, mas são capazes de protestar quando pisam no seu calo. Nada mais normal. O ser humano é biologicamente egoísta.
Creio que temos de normatizar o uso de locais públicos pelo comércio local, sempre levando em conta o interesse maior da população. Talvez fosse importante que blogs que tratam de Valença promovessem uma debate, cujas conclusões seriam sintetizadas e levadas a título de colaboração à prefeitura e à câmara. De minha parte estou pronto a colaborar.
O que mudar em Valença? (2)
No post anterior, mostrei as condições necessárias para que pudéssemos ter de volta as indústrias texteis (não que eu ache isso fundamental para nosso desenvolvimento econômico). Uma delas, a qualificação profissional, é importante para que os trabalhadores dessas empresas sejam valencianos de origem.
Para qualificar profissionais em massa é preciso escolas técnicas. Sabe-se que o governo federal vem ampliando o número de escolas técnicas, particularmente as CEFETs, e que pelo menos 12 novas unidades deverão ser construídas no Rio de Janeiro. Também conhecemos o interesse de pessoas, grupos sociais e da prefeitura em trazer pelo menos uma dessas novas ETs para Valença. Preocupante é o fato de que não tivemos até agora um debate público sobre os possíveis cursos a serem ministrados numa eventual CEFET-Valença. Preocupante, porquê?
As novas CEFETs estão sendo instaladas de acordo com possibilidades econômicas dos municípios e regiões de influência. No caso específco de Valença, seria de se esperar cursos nas áreas rurais(agropecuária, zootecnia, etc.), turismo rural e ecológico, tecnologias de ponta, e por aí afora. Entretanto, só ouvimos falar em trazer uma CEFET, mas qual (me perdoem a redundância) CEFET? Precisamos de um projeto de escola técnica de acordo com nossas necessidades. Temos de ter um plano de viabilidade econômica para assim propormos cursos para a eventual ET. Dar-lhes infraestrutura (prédios, salas, laboratórios, etc.) e assim por diante.
Precisamos de um plano de ação, sério, transparente e popular.
E você deseja mudar algo em Valença? Então, participe entre na discussão.
Até a próxima.
O que mudar em Valença?
Recentemente propus na comunidade orkut do Valença em Questão (VQ) um tópico sobre o que queremos mudar em Valença. Até a manhã de hoje ninguém havia colocado alguma sugestão. Pode ser que o valenciano em si não queira mudar ou tenha medo das possibilidades que as mudanças em uma sociedade trazem. Por isso mesmo, estou tomando a liberdade de analisar um fato – a qualificação profissional de nossos jovens.
Sempre que escuto algum debate na rádio – nesse caso a Alternativa – sobre geração de emprego, ouço a tradicional proposta de criação de um polo textil em Valença. Lembram, os debatedores, que a cidade já teve fábricas texteis de grande importância e que poderíamos retornar à antiga economia se instalarmos novas fábricas de pano e roupas em nossa cidade. É preciso destacar que Valença é sede do polo de confecções do Vale do Paraíba fluminense, que reúne, me parece, cerca de 700 pequenas empresas de confecção espalhadas por Valença, Rio das Flores, Barra do Piraí, Barra Mansa e Volta Redonda.
A ideia do polo textil é viável, desde que se leve em conta algumas variáveis: (1) logística – um problema sério, afinal além de estarmos relativamente longe de duas rodovias importantes (a Dutra e a Rio-Juiz de Fora), nossa estrada encontra-se em péssimo estado de conservação no trecho de Valença até Piraí. É preciso que prefeitos e o governo do Estado recuperem a estrada; (2) qualificação de nossos trabalhadores – esse é um problema crucial, enfrentado por qualquer cidade que pretende atrair um empreendimento industrial. A verdade é que as empresas texteis de hoje usam máquinas para as quais temos poucos ou nenhum trabalhador qualificado. Muitos poderão dizer que temos sim, aqueles que trabalharam na Ferreira Guimarães (FG) e foram dispensados. O problema é que analisando os fato,tirados os possíveis desmandos administrativos, a FG está tecnologicamente ultrapassada e, por tabela, seus trabalhadores também.
No próximo post, vou propor soluções para o problema da qualificação profissional. Até lá.
Voltando a ativa
Após algum tempo estou de volta. espero dessa veez manter uma certa constância nos posts.
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