Dia do Professor
Com algum atraso, cumprimento a todos os mestres desse brasilzão, pelo nosso dia, apesar de termos uma profissão tão depreciada hoje em dia.
Problemas domésticos
Minha geladeira está com problemas: não desliga, não degela e não refrigera com a potência necessária para a conservação dos alimentos. Curiosamente este é o problema do mundo financeiro. Faz-se o que quer, ativos apodrecem já que não são preservados e assim por diante.
Este tipo de pensamente me vem ao observar, analisando os caminhos da eleição presidencial americana, que historicamente os finais de governos republicanos sempre trazem consigo crises econômica mundiais. Muitos já notaram que os republicanos são os que mais defendem a desregulamentação do mercado, pois consideram, em uma visão torpe do darwinismo, que ele, o mercado, é vivo e é capaz de se autoregular. É interessante notar a cegueira com que os republicanos defendem essas idéias. Por mais que o processo de desregulamentação acabe em crises financeiras globais, eles insistem nessa prática. Isso é incompetência mesmo ou é proposital?
Decisão Final
O povo valenciano decidiu: quer Vicente Guedes na Prefeitura.
Apesar da pequena margem de diferença entre os principais candidatos, o futuro prefeito Vicente Guedes pode considerar sua votação representativa, uma vez que temos de levar em conta os votos dados ao Luiz Antonio que foram considerados nulos. Não posso prever o futuro, mas me parece que a sociedade valenciana escolheu um bom prefeito, tendo em vista a presente situação. Se vai dar certo é algo que teremos de aguardar e acompanhar.
Espero que o futuro se mostre melhor que o presente.
Ah…Esses políticos
Pensei que hoje não iria comentar sobre a política valenciana, mas não tem jeito.recebi ontem recebi panfletos de dois candidatos a vereador. Em um deles, após um pequeno histórico, o candidato revelou seu interesse na vereança. Quer entrar para o Livro dos Recordes – Guiness Book, como o verador com o maior tempo de vereança no Brasil? ou no Mundo?, sei lá. Se isto é o motivo da tentativa de reeleição, não precisa contar com o meu voto. Já o outro candidato, após dizer que já trabalhou aqui e acolá e com muito esforço fez direito na FAA, onde certamente faltou às aulas de português, apresenta um projeto que, sinceramente, não tem nada a ver com a função de vereador. Mas duas coisa me chamaram a atenção: (1) ele quer criar uma cooperativa habitacional no Bairro de Fátima para construir casas nos terrenos do quartel que não são usados para manobras de “guerra” (não sabia que estávamos em guerra com alguém)! É por isso que ele deve ser um bom advogado, já que as terras a que ele se refere são áreas de segurança de treinamento militar, ou seja, não são usadas especificamente nas manobras mas impedem que civis sejam atingidos por tiros, granadas, etc. Um detalhe, cada futuro morador pagaria cerca de R$ 100,00 por mês de prestação do financiamento, durante 90 anos(???). Façamos as contas 90 anos x 12 meses= 1080 meses que multiplicado por R$ 100,00 dá R$ 108.000,00 (cento e oito mil reais). Casinha popular cara essa. (2) Mais a frente, no mesmo panfleto, esse candidato propõe defender um plano que traria para Valença mais de 1.000.000 (um milhão) de empregos. Mas espera aí, segundo o IBGE a população daqui está próxima de 80 mil pessoas. De onde ele vai tirar os outros 920 mil trabalhadores? É por essa e por outras que me dá vontade de anular meu voto.
Política Valenciana
Tenho lido diariamente o blog do Movimento Valença em Questão (VQ), por conta das eleições municipais. A leitura dos posts e comentários me levou a uma reflexão de como é a mentalidade política dos valencianos, pelo menos aqueles que tem acesso à internet. Tirando uma meia dúzia, que se identifica e se propõem a discussões sobre a cidade, o restante dos comentários tem sido uma troca de ofensas entre cabos eleitorais. O que isso me informa sobre o nível político dos autores desses comentários? Me diz apenas que Valença vive hoje no século XIX, apesar da web e outros recursos. São idéias e ideais típicos de pessoas que acham que um governante deve resolver tudo sozinho e que nós aceitamos suas soluções. A grande maioria dos comentários são pobres em argumentos, ou destilam um perigoso veneno pessoal contra quem é dirigido. Triste ver e acompanhar isso. Entretanto, essas coisas fazem parte da democracia. Afinal ter liberdade para se expressar passa pela garantia da liberdade de outro também se expressar, mesmo que não aceitemos bem suas idéias. Os valencianos que participam do blog do VQ fariam melhor se discutissem o que realmente pode transformar Valença e não sobre se um candidato é melhor que o outro, se o blog apóia ou não um dos candidatos, se o SEPE é um bom sindicato ou se ele não atende aos interesses dos profissionais da educação. Deveriam discutir é que tipo de emprego queremos para Valença, se emprego de baixo nível – que só paga até o salário mínimo – ou empregos de alto nível – que apresentam melhor remuneração, mas exigem formação de mão-de-obra qualificada. Se as “promessas” dos candidatos podem ser efetivamente realizadas, dadas as condições econômicas da cidade, afinal boa parte das promessas exigem um investimento financeiro inicial por parte da prefeitura. Se queremos um administrador ou um político? Pelo que eu tenho lido nos comentários do blog não existe nenhuma preocupação com o futuro da cidade, seja qual for o candidato que vencer. somente trocas de desaforos que, em momento algum ajudam na formação de uma nova concepção de cidade e cidadania em Valença.
PS.: Ao pessoal do VQ. Apesar de tudo mantenham o blog pois é uma das poucas formas de conhecermos a mente do valenciano!
Feliz 05 de outubro!
Seleção natural ao vivo
O processo de seleção natural foi proposto por Charles Darwin em sua teoria da evolução. Podemos dizer que a natureza seleciona determinadas características que aumentam as chances de sobrevivência de um indivíduo e, por tabela, suas chances de reprodução. Assim os indivíduos mais bem adaptados tem maior possibilidade de transmitir os seu genes. Se duas ou mais populações de uma dada espécie estiverem separadas por algum tipo de barreira, a seleção natural pode permitir, ao longo do tempo o acúmulo de características diferentes entre as populações separadas e estas podem divergir tanto que ficariam isoladas reprodutivamente quando a barreira deixasse de existir, surgindo, assim, novas espécies a partir de uma espécie ancestral.
Na edição dessa semana da revista inglesa Nature, foi publicado o resultado de um estudo sobre especiação – processo de formação de espécies – entre duas esécies aparentadas de peixes ciclídeos do Lago Vitória, na África. A principal diferença entre as espécies Pundamilia pundamilia e Pundamilia nyerei está na coloração nupcial de seus machos. Em P. pundamilia os machos são azuis-acinzentados, enquanto que em P.nyerei os machos são amarelos com o dorso vermelho-escarlate. Os machos vermelhos vivem no fundo do lago, onde é mais fácil ver a cor vermelha e os azuis vivem na superfície, onde a cor azul é mais visível.
A pegunta é: será que a diferenciação entre as espécies se deveu ao fato de as fêmeas enxergarem diferentes comprimentos de onda? Desse modo, as fêmeas de machos azuis, seriam capazes de enxergar o azul e terem dificuldade em enxergar o vermelho. Já as fêmeas de machos vermelhos enxergariam facilmente essa cor. Para testar essa hipótese, pesquisadores analisaram uma proteína presente na retina desses peixes e envolvida na capacidade de exergar cores. Descobriu-se que a fêmeas que vivem na superfície, as dos machos azuis, possuem uma variante dessa proteína que capta a luz azul enquanto que, as fêmeas do fundo, as dos machos vermelhos, apresentam uma outra variante que capta a luz vermelha. Ao longo do tempo, as fêmeas com a variante para o vermelho só se acasalavam com machos vermelhos e as fêmeas com a variante para o azul acasalavam-se com machos azuis. Essa barreira levou finalmente à formação de duas espécies.
Decisão sábia
Li hoje o panfleto do PT valenciano sobre sua posição nessa campanha eleitoral. Duas coisas se destacam no panfleto. Em primeiro lugar a decisão de apoiar o candidato Vicente Guedes, o que deveria ser desde o início. A segunda foi reconhecer o erro da aliança com Luiz Antonio, um político que representa o atraso em Valença.
Espero que a lição tenha sido aprendida.
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